A História da Astrologia
- 16 de mar. de 2015
- 8 min de leitura
O Nascimento

A astrologia surgiu com a curiosidade espontânea que o Ser Humano teve em relação à natureza dos ciclos, lunações, estações do ano. Estima-se que o início da tentativa em compreender os efeitos do movimento dos astros foi entre 10 a 15 mil A.C. apesar de já ter dado indícios da necessidade de quantificar os dias e noites, assim como caças e rebanhos, isso ainda por volta de 18.000 a 22.000 a.C. com a invenção da contagem.
A astrologia foi desenvolvida com influências das mais variadas etnias trazendo uma gama riquíssima de técnicas e abordagens de estudo do céu, com conceitos e organizações distintas de acordo com o período de tempo e localização geográfica em que viveram. Isso mostra que todos foram e são curiosos a respeito do céu. Todos os povos utilizaram ou mesmo criaram sua própria astrologia.
A astrologia surgiu com a curiosidade espontânea que o Ser Humano teve em relação à natureza dos ciclos, lunações, estações do ano. Estima-se que o início da tentativa em compreender os efeitos do movimento dos astros foi entre 10 a 15 mil A.C. apesar de já ter dado indícios da necessidade de quantificar os dias e noites, assim como caças e rebanhos, isso ainda por volta de 18.000 a 22.000 a.C. com a invenção da contagem.
A astrologia foi desenvolvida com influências das mais variadas etnias trazendo uma gama riquíssima de técnicas e abordagens de estudo do céu, com conceitos e organizações distintas de acordo com o período de tempo e localização geográfica em que viveram. Isso mostra que todos foram e são curiosos a respeito do céu. Todos os povos utilizaram ou mesmo criaram sua própria astrologia.
Antigo Egito

Foi apenas com o desenvolvimento da mesopotâmia e principalmente da civilização egípcia que a astrologia teve um primeiro grande salto na ampliação do conhecimento a respeito da ligação metafísica entre o sistema solar e eventos e pessoas. O surgimento da organização dos números, da álgebra e da geometria deu a astrologia novo patamar de aprofundamento e ampliação das possibilidades de conhecimento a serem exploradas com a observação dos ciclos.
Diversos conceitos que formam a base da astrologia até hoje foram criados nessa altura da civilização, como a divisão de um cinturão em volta da terra em 12 partes iguais de 30 graus cada. São os 12 signos que formam o Cinturão Zodiacal. É o caminho aparente do sol, lua e todos os planetas em volta da Terra. Nos áureos tempos do Império Egípcio os ciclos eram estudados e utilizados para o desenvolvimento da economia, principalmente através da evolução da agricultura. A civilização egípcia prosperou fundamentalmente em consequência do desenvolvimento da astrologia e da matemática.cia que a astrologia teve um primeiro grande salto na ampliação do conhecimento a respeito da ligação metafísica entre o sistema solar e eventos e pessoas. O surgimento da organização dos números, da álgebra e da geometria deu a astrologia novo patamar de aprofundamento e ampliação das possibilidades de conhecimento a serem exploradas com a observação dos ciclos.
Com o conceito de zodíaco criado também foram estruturadas as bases energéticas dos 12 arquétipos, com as funções vibratórias e regência planetária. Nessa altura o papel da Astrologia é da maior importância e relevância social, sendo então praticada apenas por sacerdotes egípcios, com foco em previsões de eventos coletivos. Apenas pouquíssimas figuras de autoridade, como imperadores e faraós, por exemplo, tinham acesso a estudos pessoais.
Foi apenas com o desenvolvimento da mesopotâmia e principalmente da civilização egípcia que a astrologia teve um primeiro grande salto na ampliação do conhecimento a respeito da ligação metafísica entre o sistema solar e eventos e pessoas. O surgimento da organização dos números, da álgebra e da geometria deu a astrologia novo patamar de aprofundamento e ampliação das possibilidades de conhecimento a serem exploradas com a observação dos ciclos.
Diversos conceitos que formam a base da astrologia até hoje foram criados nessa altura da civilização, como a divisão de um cinturão em volta da terra em 12 partes iguais de 30 graus cada. São os 12 signos que formam o Cinturão Zodiacal. É o caminho aparente do sol, lua e todos os planetas em volta da Terra. Nos áureos tempos do Império Egípcio os ciclos eram estudados e utilizados para o desenvolvimento da economia, principalmente através da evolução da agricultura. A civilização egípcia prosperou fundamentalmente em consequência do desenvolvimento da astrologia e da matemática.cia que a astrologia teve um primeiro grande salto na ampliação do conhecimento a respeito da ligação metafísica entre o sistema solar e eventos e pessoas. O surgimento da organização dos números, da álgebra e da geometria deu a astrologia novo patamar de aprofundamento e ampliação das possibilidades de conhecimento a serem exploradas com a observação dos ciclos.
Com o conceito de zodíaco criado também foram estruturadas as bases energéticas dos 12 arquétipos, com as funções vibratórias e regência planetária. Nessa altura o papel da Astrologia é da maior importância e relevância social, sendo então praticada apenas por sacerdotes egípcios, com foco em previsões de eventos coletivos. Apenas pouquíssimas figuras de autoridade, como imperadores e faraós, por exemplo, tinham acesso a estudos pessoais.
Grecia

Platão, Aristóteles e Pitágoras , entre outros, foram responsáveis pelo desenvolvimento da astrologia e astronomia com a criação de modelos metafísicos do universo. Também contribuiu para isso o aumento do fluxo e intercâmbio cultural por conta da expansão do comércio grego com o oriente que fez com que se rendessem aos benefícios que a astrologia oferecia decidindo então importar esse conhecimento desde o oriente para a Grécia.
Então a astrologia migra de uma visão e abordagem religiosa e sagrada para um enfoque racional, filosófico e intelectual, se tornando determinista e fatalista demais, focada apenas em comprovações.
Os estudos vão se abrindo para uma abordagem também individual e pessoal quando foi então fundada a primeira Escola de Astrologia, em 640 A.C., no período arcaico grego.
Roma - Cristianismo

Com o império romano começando a ser constituído, por volta do Sec. III A.C., a riqueza do conhecimento grego também desperta o interesse dos romanos, que passam então a utilizar a astrologia principalmente em função de previsões de eventos e situações militares.
Porém com o declínio de Roma no final do século II junto com o crescimento do cristianismo, as religiões rústicas e/ou politeístas antigas (que só a partir daí foram denominadas pagãs), sofreram violenta repressão pela igreja e a astrologia foi "colocada no mesmo balaio politico”, tendo a sua prática continuada apenas de forma escondida e clandestina.
Tachada e estigmatizada de misticismo e superstição, portanto algo contra o poder político da igreja, o conhecimento astrológico acaba conseguindo sobreviver se refugiando no mundo árabe de forma livre e bastante promissora.
Nessa altura os árabes acumulavam o conhecimento dos gregos, sumérios, da babilônia e dos persas entre outros, cuidando, preservando e desenvolvendo de forma relevante a arquitetura, medicina, astrologia, filosofia e matemática.
A astrologia só volta ao mundo cristão com o avanço dos reinos do norte sobre os árabes criando sua renovação e reinserção no mundo ocidental. Os estudos gregos também são traduzidos e retomados. Nessa altura os astrólogos alcançam o status de maior importância e relevância social na história, sendo conselheiros pessoais de reis, nobres e papas.

Do início do renascimento e mesmo desde antes disso até o século XVI são raríssimos os papas que não usaram a astrologia. O Papa Sixto IV (1414- 1484) foi um dos primeiros Papas que interpretou um horóscopo. O Papa Júlio II (1443 – 1513), sobrinho de Sixto IV, consultou um astrólogo para fixar o dia da sua coroação. Alguns historiadores dizem que esse astrólogo era Michelângelo, que além de Astrólogo e seu amigo pessoal, também pintou o teto da Capela Sistina a pedido do amigo Papa.
Ainda outros como por exemplo Leão III (750 – 816), Silvestre II(950 – 1003), Honório III(1148 – 1227), São Tomás de Aquino(1125 – 1274), Urbano IV(1195 – 1264), Paulo III(1468 – 1549), e mais recentemente o Papa João XXIII (1881 – 1963) usaram e estudaram a astrologia.
O aumento da dependência do "conselho dos astros" para se tomar decisões importantes gera ciúmes dentro do colegiado de cardeais fazendo com que os atritos com a santa sé cresçam gradativamente e tenham seu auge durante a inquisição, em 1536.
Com a pressão aumentando a saída que a astrologia encontrou para manter-se viva foi buscar se desvincular completamente da religião passando a ter uma visão e abordagem totalmente cientificista com ênfase no concretismo objetivo e racional, resultando em empobrecimento de conteúdo e drástica limitação do conhecimento construído por milênios.
Cartesianismo

Houve então o rompimento definitivo entre astrologia e astronomia com a mudança do sistema geocêntrico de Ptolomeu para o Heliocentrismo de Nicolau Copérnico. Até 1700 ainda poucos acreditavam no heliocentrismo, mesmo mais de 150 anos após sua publicação e das provas de Galileu Galilei após a invenção do telescópio. As mudanças de paradigmas ainda demoravam muito a acontecer num contexto coletivo mais amplo.
Na publicação da Teoria Heliocêntrica ainda contém um capítulo exclusivo sobre a astrologia. Esse conteúdo foi encomendado pessoalmente por Copérnico a seu amigo e pupilo, Rheticus, como era conhecido Georg Joachim de Porris.
Com o advento do racionalismo de Descartes, então moda na Europa, a última Universidade a ensinar astrologia, em Salamanca na Espanha, decide não o fazer mais no ano de 1770.
Foram mais de dois milênios e quatro séculos consecutivos, com a Astrologia pertencendo aos quadros acadêmicos das maiores e mais conceituadas escolas e universidades do mundo civilizado sendo protagonista no desenvolvimento e evolução de todos os povos que a praticaram com profundidade e sem preconceitos ou perseguições políticas ou religiosas.
Aproximação da Era de Aquário

Percebe-se que com a lenta e gradual transição entre eras, já na 2a metade do sec. 19 os movimentos espiritualistas e esotéricos começam a ressurgir, e com isso a astrologia também vai gradativamente saindo da clandestinidade.
Foi então popularizada com o conceito de signo solar e os horóscopos diários de jornais que são politicamente “inofensivos”, superficiais, mas que cumprem papel difícil e fundamental na popularização e massificação da astrologia principalmente durante o século XX até os dias atuais.
Importante
Foi o fato de a astrologia ter tido seu ressurgimento contemporâneo a outros conhecimentos que se criou a falsa ilusão de que é misticismo ou uma superstição. É certo que há uma ligação de empatia entre astrologia e tudo o que foi sua “companhia de clandestinidade” sob as leis clericais.
Uma consequência atual disso é que os místicos, esotéricos e ocultistas também em geral gostam de astrologia também por que todos de certa forma e cada um do seu jeito estudam as leis universais além de terem passado pelo mesmo “cala boca” da inquisição.
Como antigamente rotulariam, por exemplo, as teorias quânticas ou os benefícios do Reiki? Ambas já referendadas pela chamada “comunidade científica”.
Século XX até os tempos atuais

No início do Sec. XX, com a publicação de “A Interpretação dos Sonhos” (1889) de Freud e o advento dos conceitos de consciente, inconsciente, Id, Ego e Superego foram abertos novos campos de atribuições a serem exploradas na astrologia além de terem contribuído para a comunidade científica se reabrir para estudos e conceitos abstratos se libertando das limitações cartesianas.
A importância dessa ciência fica ainda mais nítida ao saber que grande parte das maiores mentes consagradas de pensadores geniais da humanidade em todos os tempos ou eram astrólogos ou se utilizaram da astrologia direta ou indiretamente. Eráclitos, Hermes Trimegistro, Ptolomeu, Leonardo da Vinci, São Tomas de Aquino, Galileu Galilei, Pitagoras, Cornelius Agrippa, Michel Gauquelin, Francis Bacon, Wiliam Shakespeare, Michelângelo, Carl Gustav Jung...
Inclusive Carl Gustav Jung que em meados do século passado foi o responsável por algumas universidades suíças terem retomado a astrologia dentro do ambiente acadêmico, formando cursos “extra-oficiais”, com vistas grossas dos reitores que eram favoráveis ao que acontecia. Jung chegava a obrigar seus alunos a estudarem a disciplina astrológica para poderem se formar e receber o diploma.
É nessa fase da prática astrológica em que nos encontramos no momento atual. A astrologia favorecendo diretamente o ser humano, de formas variadas e irrestritas. Áreas terapêuticas e que tem enfoque no ser humano estão tendo maior atenção. Mas hoje se usa astrologia pra tudo. Cada vez mais empresas e corporações também se rendem as precisões das leituras astrológicas em seu ambiente de Recursos Humanos. Mas é principalmente como ferramenta de autoconhecimento mostrando os desafios e os caminhos para superá-los com suas próprias qualidades essenciais que a astrologia mostra a maior profundidade da sua natureza.










Comentários